quarta-feira, 4 de setembro de 2013

É sempre amor, mesmo que acabe



E aí, depois de tantos meses sem sequer se falarem, eis que os dois se encontram na entrada do metrô. Repentinamente, como todas as armadilhas que o destino insiste em pregar. Os dois se entreolharam com a timidez natural de ex-amantes que se veem pela primeira vez após um término conturbado.

Havia tanta coisa ainda para ser dita, mas já era tarde demais. E, de alguma maneira, ambos sabiam disso. 

- Eu queria que tivesse dado certo. – foi tudo o que ela disse.

- Eu também queria.

E, apesar dos pesares, havia sinceridade naquelas palavras. E então, trocaram um último olhar e seguiram seus caminhos.

[Pequeno enxerto do meu livro, ainda em gestação] 

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